Barueri é a cidade mais cara para viver de aluguel; veja o ranking e o preço do metro quadrado

  • 15/01/2026
(Foto: Reprodução)
Bairro de Alphaville, em Barueri (SP). Divulgação/Prefeitura A cidade de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, é a mais cara para se viver de aluguel no Brasil. É o que revelam dados do Índice FipeZAP, divulgados nesta quinta-feira (15). Para morar no município, é necessário desembolsar, em média, R$ 70,35/m² por mês. No caso de um imóvel de 50 metros quadrados, por exemplo, o valor médio de locação é de R$ 3.517,50 — acima dos R$ 3.270 registrados em 2024. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Desde 2022 a cidade ocupa o topo do ranking. Conforme já mostrou o g1, os preços refletem o investimento do município no segmento de alto padrão, em especial durante a pandemia de Covid-19. Os valores são puxados pelo bairro de Alphaville. "A segmentação e o nicho desse mercado tendem a contribuir para uma valorização mais acentuada em Barueri", explicou Paula Reis, economista do Grupo OLX. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Índice FipeZAP acompanha o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras — sendo 22 capitais. Os dados são referentes a dezembro de 2025. A segunda cidade mais cara do país é Belém (PA), onde o custo médio mensal do aluguel é de R$ 63,69/m². Para um imóvel de 50/m², o valor chega a R$ 3.184,50. São Paulo (SP) vem em terceiro lugar, com custo de R$ 62,56/m², ou R$ 3.128. Na outra ponta, o aluguel residencial mais barato do país está no Sul: em Pelotas (RS), o custo médio é de R$ 22,42/m². O município vem logo atrás de duas capitais nordestinas: Teresina (PI), com custo de R$ 26,62/m², e Aracaju (SE), de R$ 27,97/m². Seguindo o mesmo exemplo de imóveis de 50 metros quadrados, os aluguéis seriam de: Pelotas: R$ 1.121 Teresina: R$ 1.331 Aracaju: R$ 1.398,50 O preço médio dos novos contratos de aluguéis, calculado para as 36 cidades do índice, é de R$ 50,98/m², segundo dados de dezembro. Com essa base, o aluguel de um apartamento de 50 metros quadrados custa, em média, R$ 2.549 no país — quase R$ 143 acima do ano anterior (R$ 2.406). LEIA TAMBÉM CASA PRÓPRIA: Preço de imóveis dispara 6,52% em 2025 MINHA CASA, MINHA VIDA: compra de usados dispara e preocupa setor de construção INFLAÇÃO x VIDA REAL: por que os preços do dia a dia podem subir muito mais do que o IPCA Média nacional subiu mais que o dobro da inflação em 2025 Os novos contratos de aluguéis residenciais ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025, segundo o Índice FipeZAP. O resultado ficou 4,06 pontos percentuais (p.p.) abaixo do registrado em 2024, quando o avanço foi de 13,50%. Ainda assim, o aumento anual foi mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que avançou 4,26% no ano. Com isso, a alta real dos novos aluguéis (descontada a inflação) foi de 4,97%. Paula Reis, do Grupo OLX, explica que o aumento acima da inflação está relacionado ao desempenho da economia brasileira — em especial ao mercado de trabalho, que segue forte. "A depreciação do valor real dos aluguéis, que ocorreu durante a pandemia, já foi compensada. Contudo, a vitalidade da economia e, em particular, o mercado de trabalho, mantiveram o poder aquisitivo da população, viabilizando a continuidade de reajustes superiores à inflação", diz. A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012. Segundo a economista, o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve se manter no primeiro semestre de 2026, mas em um ritmo cada vez menor. Ela explica que o setor continuará aquecido, principalmente, por dois fatores: O aumento do salário mínimo acima da inflação — o que pode representar um alívio adicional no orçamento das famílias; As mudanças no Imposto de Renda, que preveem isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivamente menor para quem recebe até R$ 7.350. Alta nas cidades De acordo com o levantamento, apenas dois municípios monitorados registraram queda no preço médio do aluguel: Campo Grande (MS), com recuo de 4,36%, e São José (SC), com redução de 3,10%. Quando observadas apenas as capitais monitoradas, as maiores altas no ano foram em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%). Com os números, a capital piauiense também lidera o ranking geral. Veja na arte abaixo. Avanço no preço do aluguel residencial em 2025 Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/15/barueri-e-a-cidade-mais-cara-para-viver-de-aluguel-veja-o-ranking-e-o-preco-do-metro-quadrado.ghtml


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