'Sinais evidentes de planejamento prévio': veja dinâmica da suspeita de atentado contra tenente da Rota em SP

  • 29/06/2026
(Foto: Reprodução)
Câmeras ajudaram polícia a identificar rota de fuga e veículos usados em atentado contra tenente da Rota A investigação sobre o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, em São Caetano do Sul, aponta que o ataque pode ter sido resultado de uma ação articulada, com divisão de tarefas, veículos de apoio e estratégias para dificultar a identificação dos envolvidos. Dois homens suspeitos de dar suporte logístico ao crime foram presos temporariamente no domingo (28), enquanto os autores dos disparos seguem foragidos. Pimentel foi baleado na cabeça na manhã de sábado (27), enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás (veja vídeo acima). Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia e levado ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde passou por cirurgia de emergência. O policial segue internado na UTI em estado gravíssimo. Segundo a GloboNews apurou, o juiz que autorizou a prisão temporária dos dois suspeitos afirmou que a dinâmica dos fatos indica que não se trata de uma ação delitiva comum, mas de uma investida coordenada contra um agente policial. Ressaltou que há sinais evidentes de planejamento prévio, divisão de tarefas, utilização de veículos de apoio e estratégias de evasão e ocultação de vestígios. Ataque executado por dupla em motocicleta De acordo com a investigação, o atentado foi executado por dois homens em uma motocicleta. O veículo apresentava sinais de adulteração e tinha registro vinculado a produto de crime anterior. Ainda conforme a GloboNews apurou, o magistrado que autorizou a prisão temporária considera que esse elemento reforça a suspeita de uma ação previamente estruturada. Renault Logan aparece como peça central na dinâmica Câmera de segurança registrou suspeitos de atirarem em tenente da Rota momentos antes do crime Reprodução As imagens de monitoramento analisadas pela polícia identificaram a participação de um Renault Logan, de placas QXL-1A50, na dinâmica do crime. Segundo a investigação, o carro atuou em conjunto com os executores antes e depois dos disparos, acompanhando a motocicleta utilizada no atentado. Para a Justiça, a presença do veículo indica que os atiradores não agiram sozinhos. Movimentação conjunta após os disparos Polícia de São Paulo procura por atiradores que tentaram executar policial da Rota Após o atentado, o Renault Logan passou a circular junto com outros dois veículos: um Fiat Palio e um GM Astra. Os condutores foram identificados e presos temporariamente Segundo a decisão, imagens mostram que os três veículos mantiveram deslocamento coordenado e proximidade constante. Encontro em local com pouca movimentação A investigação também aponta que, depois de trafegarem juntos, os ocupantes dos veículos se encontraram em um local de pouca movimentação. Para o juiz, esse encontro afasta a hipótese de coincidência e reforça a suspeita de atuação conjunta previamente ajustada. A decisão afirma que os investigados não aparecem como possivelmente integrantes de uma estrutura criminosa com divisão de funções. Intervalo de uma hora reforça suspeita Outro ponto considerado relevante é o intervalo entre o atentado e a movimentação dos veículos. Segundo o documento, os disparos ocorreram por volta das 11h20 de sábado (27). Cerca de uma hora depois, às 12h19, Renault Logan, Fiat Palio e GM Astra foram vistos trafegando juntos. Contradição em depoimento chamou atenção A Justiça também cita contradições no depoimento de um dos suspeitos presos. Segundo relato de um policial militar, ele negou qualquer contato com o Renault Logan. Contudo, as imagens analisadas pela investigação mostram aproximação e interação entre os ocupantes dos veículos. Estratégia para dificultar identificação Outro elemento destacado envolve a tentativa de eliminar vestígios. Imagens mostram que um dos envolvidos abandonou a motocicleta, o capacete e parte das vestes após a ação. Para a investigação, a medida teria como objetivo dificultar a identificação dos suspeitos e comprometer a produção de provas. Quem é tenente Pimentel Tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo Reprodução Instagram/Arquivo Pessoal Ronickson Pimentel dos Santos tem 39 anos e é tenente da Polícia Militar de São Paulo. Ele ingressou na corporação em 2009 como soldado, após atuar como fuzileiro naval na Marinha do Brasil entre 2006 e 2009. Em 2015, passou a integrar o quadro de oficiais da PM por meio da Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Ao longo da carreira, acumulou sete anos de experiência em patrulhamento de Força Tática e, em 2019, passou a atuar no 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar, a Rota. Ronickson também é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em Santo André. O caso teve grande repercussão nacional.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/29/sinais-evidentes-de-planejamento-previo-veja-dinamica-da-suspeita-de-atentado-contra-tenente-da-rota-em-sp.ghtml


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