PMs acusados de matar estudante de medicina com tiro à queima-roupa vão a júri popular

  • 23/02/2026
(Foto: Reprodução)
PM que matou estudante de medicina em SP contou versões diferentes do crime A Justiça de São Paulo determinou que os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, acusados de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, sejam levados a júri popular. A data do julgamento ainda será definida. O jovem foi morto com um tiro à queima-roupa disparado no saguão do hotel em que estava hospedado, na Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, em novembro de 2024. (Leia mais abaixo.) A decisão foi proferida no sábado (21) pela juíza Luiza Torggler Silva, da 4ª Vara do Júri. Os policiais respondem em liberdade pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificulta a defesa da vítima. O pai do estudante, o médico Julio Cesar Acosta Navarro, disse ao g1 que recebeu a decisão com alívio, mas criticou o fato de os acusados continuarem soltos — afastados apenas das atividades operacionais — mais de um ano após a morte do filho. "Não sei o que estão esperando para expulsá-los. Até mesmo o governador prometeu nos dias seguintes à morte de meu filho, que puniria severamente [os policiais] e isso está documentado. Depois de 460 dias, a situação continua assim", desabafou. Em nota, a defesa da família informou que seguirá solicitando a decretação da prisão preventiva dos policiais e a exclusão deles da corporação. "A liberdade desses agentes representa um risco manifesto à ordem pública e uma afronta direta à memória de Marco Aurélio e à dor de sua família. Não descansaremos até que aguardem o veredito final atrás das grades", escreveram os advogados Pedro Medeiros Muniz e Nikolas Lima Pessoa Dias. LEIA TAMBÉM: Bombeiros levaram estudante morto por tiro de PM a hospital que sabiam estar com emergência fechada, diz ficha médica PM que matou estudante de medicina em SP deu versões diferentes do crime antes de registrar boletim de ocorrência Universidade concede diploma póstumo a estudante de medicina morto por PM Estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta foi morto por PM com tiro à queima-roupa. Arquivo pessoal Relembre o crime Marco Aurélio foi morto com um tiro à queima-roupa durante uma abordagem policial na madrugada de 20 de outubro de 2024, na Vila Mariana. A confusão começou quando Marco Aurélio deu um tapa no retrovisor de uma viatura que passava pela Rua Cubatão e correu para dentro de um hotel, onde estava hospedado com uma amiga. No veículo estavam os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado. Após o tapa no retrovisor, os policiais desceram da viatura e seguiram o estudante até o saguão do hotel. Nas imagens, Guilherme aponta o revólver e grita “você vai tomar”, enquanto tenta puxar o jovem pelo braço. Universidade Anhembi Morumbi concede diploma póstumo a estudante de medicina morto por PM Em seguida, Bruno chuta o estudante, que reage segurando o pé do policial — ele cai no chão. Logo depois, Guilherme atira à queima-roupa, acertando o abdômen do estudante. A vítima foi levada para o Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos. A unidade estava superlotada e sem equipamento de tomografia, segundo a ficha de atendimento médico. No boletim de ocorrência, os PMs afirmaram que o estudante resistiu à abordagem, “entrou em vias de fato com a equipe” e tentou pegar a arma de Bruno — o que, segundo os vídeos, não aconteceu. Apesar dos três pedidos de prisão preventiva da família da vítima, os policiais respondem ao processo em liberdade. Estudante de Medicina Marco Aurélio e o pai Reprodução/Arquivo pessoal

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/23/pms-acusados-de-matar-estudante-de-medicina-com-tiro-a-queima-roupa-vao-a-juri-popular.ghtml


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