O que se sabe sobre denúncia contra professor por importunação sexual em aulas de educação física em Ribeirão Preto, SP

  • 31/05/2026
(Foto: Reprodução)
Escola Estadual Otoniel Mota, em Ribeirão Preto (SP) Carlos Trinca/EPTV Suspeitas de importunação sexual em uma escola estadual de Ribeirão Preto (SP) entraram no alvo das investigações da Polícia Civil e do Ministério Público este mês depois que mães denunciaram um professor às autoridades. Elas relataram que o docente fez gestos obscenos e teve um comportamento questionável durante aulas de educação física, inclusive chamando uma das alunas adolescentes de "gatinha". O professor teve o contrato temporário encerrado, segundo o estado, que também confirmou a abertura de uma investigação paralela. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Agora no g1 "Ele deu aula em duas turmas, e as duas turmas têm relato de importunação sexual. Com a outra aluna, ele simplesmente colocou a mão no órgão genital dele, que estava ereto, olhou para a aluna, piscou para ela e a chamou de gatinha, e assim ele fez com as demais alunas", disse uma das mães que denunciaram o caso. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do professor investigado. A seguir, veja o que se sabe sobre as denúncias de importunação sexual em Ribeirão Preto: Onde e quando ocorreram os fatos denunciados? As denúncias de importunação sexual referem-se a episódios ocorridos na Escola Estadual Otoniel Mota, em Ribeirão Preto. De acordo com os relatos das mães das vítimas, os casos ocorreram durante aulas de educação física realizadas em 22 de maio. O caso veio a público após um grupo de mães de alunas adolescentes procurar a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência contra o docente responsável pelas aulas. Os relatos indicam que o comportamento inadequado do professor atingiu estudantes de pelo menos duas turmas diferentes no mesmo dia. LEIA TAMBÉM Mães acusam professor de importunação sexual contra adolescentes em escola de Ribeirão Preto: 'Chamou de gatinha' MP instaura inquérito após professor ser denunciado por importunação sexual durante educação física em Ribeirão Preto Quais foram os comportamentos atribuídos ao professor? Segundo os depoimentos, o professor Gustavo Cucolicchio é acusado de proferir palavras e realizar gestos obscenos. Em um dos relatos, uma mãe afirma que o docente chamou uma das alunas de "gatinha", piscou para ela e colocou a mão sobre o próprio órgão genital, sob a roupa. Outras estudantes descreveram que, durante exercícios com bolas de ginástica, o professor se aproximava por trás e fazia gestos com as mãos simulando que iria apalpar as nádegas das adolescentes. Uma das mães relatou que sua filha a ligou chorando muito por volta das 17h40 daquela sexta-feira, desesperada com as atitudes do professor durante a aula. Quais medidas foram tomadas pela Secretaria da Educação e pela escola? Assim que as denúncias foram formalizadas, a Secretaria da Educação do estado rescindiu o contrato temporário de Gustavo Cucolicchio e instaurou uma apuração preliminar para investigar os fatos administrativamente. A direção da escola, embora não estivesse presente no momento dos episódios, segundo relatos de familiares, realizou a escuta das vítimas e convocou os responsáveis após tomar conhecimento das queixas. Além da demissão, o caso foi inserido no Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP). Como parte desse protocolo, um psicólogo foi colocado à disposição das alunas afetadas para oferecer suporte emocional diante dos traumas relatados. Como a Polícia Civil e o Ministério Público estão conduzindo o caso? Na esfera criminal, o caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto, que apura o crime de importunação sexual. Paralelamente, a Promotoria da Infância e Juventude instaurou um inquérito civil no dia 28 de maio para investigar as responsabilidades cíveis e administrativas do docente e do Estado. O promotor Moacir Tonani Junior solicitou informações detalhadas à direção da escola e ao Estado, estabelecendo um prazo de 15 dias para o envio de documentos. Entre os próximos passos da investigação estão a realização de escutas especializadas com as adolescentes, a oitiva de testemunhas e o depoimento do professor suspeito. O que o MP pretende apurar? O promotor responsável ressaltou que a investigação também focará na capacidade de fiscalização da diretoria da escola. O Ministério Público quer saber se a equipe gestora tinha condições de constatar irregularidades, se os servidores eram devidamente capacitados e se o número de funcionários era adequado para garantir a segurança dos alunos. Outro ponto fundamental do inquérito civil é verificar a regularidade da contratação do docente. O MP solicitou documentos que comprovem se o professor possuía habilitação para ministrar aulas de educação física, se tinha registro no Conselho Regional de Educação Física e se apresentava boa conduta em funções públicas exercidas anteriormente. Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/05/31/o-que-se-sabe-sobre-denuncia-contra-professor-por-importunacao-sexual-em-aulas-de-educacao-fisica-em-ribeirao-preto-sp.ghtml


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