Litoral de SP registra o maior acumulado de chuva do estado e enfrenta transtornos
02/01/2026
(Foto: Reprodução) Temporal atinge cidades da Baixada Santista no primeiro dia de 2026
Guarujá, no litoral de são Paulo, registrou 45 mm de chuva, o maior acumulado das últimas 24 horas em todo o Estado. A informação é do balanço divulgado nesta sexta-feira (2) pela Defesa Civil Estadual, que também cita Santos e São Vicente entre as cidades com maior volume de chuva. Conforme apurado pelo g1, os municípios registraram diversos pontos de alagamentos (assista acima).
A Baixada Santista foi atingida por uma forte chuva na noite do dia 1º de janeiro. Na ocasião, a Defesa Civil emitiu um alerta severo sobre a situação, informando ainda sobre raios e ventos na região.
A chuva já estava prevista e o Governo de São Paulo, inclusive, chegou a montar um gabinete de crise para coordenar ações de prevenção e atendimento de municípios diante da previsão.
✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
Chuva causou transtornos em Santos (SP)
Reprodução/TV Tribuna
Em Guarujá, foram registrados 45 mm de chuva nas regiões da Vila Baiana e Jardim Albamar. O número foi o maior registrado pela Defesa Civil do Estado nas últimas 24h.
O órgão estadual ainda registrou chuva de 43 mm no bairro Enseada e aproximadamente 30 mm em outros pontos da cidade.
Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que a velocidade máxima do vento foi de 58km/h e a Defesa Civil registrou apenas uma ocorrência de queda de galho de árvore de pequeno porte. No entanto, a equipe removeu o galho e liberou a passagem da residência, no Balneário Pernambuco, ainda na noite de quinta-feira (1).
São Vicente
A Defesa Civil de São Paulo registrou chuva de 29 mm em São Vicente. O número foi suficiente para colocar a cidade na lista dos maiores acumulados do Estado. Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que está em estado de observação.
Segundo a administração, nenhum órgão foi acionado para ocorrências relacionadas às chuvas ou ventania, mas a Defesa Civil segue monitorando áreas de risco.
A prefeitura informou sobre pontos de alagamento transitáveis nesta sexta-feira (2). Confira quais:
Av. Augusto Severo, próximo às ruas Machado de Assis e Indaiatuba (Jóquei);
Rua Frei Gaspar próximo à Av. Manoel de Abreu (Cidade Náutica);
Av. Mal Deodoro próximo à Rua José Gonçalves da Mota Júnior (Vila Vascatinha);
Viaduto Mario Covas (Vila Margarida);
Rua Frei Gaspar próximo à Av. Capitão-Mor Aguiar (Centro).
Santos
De acordo com a Defesa Civil Estadual, Santos registrou 25 mm de chuva no bairro Estuário e 24 mm na Ponta da Praia. Os volumes estão entre os maiores do Estado nas últimas 24h.
Imagens mostram que a água invadiu um comércio na Rua Januário dos Santos, no bairro Aparecida. É possível ver que a água chegou quase na altura do joelho das pessoas (veja no topo da reportagem).
Água invadiu comércio no bairro Aparecida durante chuva em Santos
Reprodução/TV Tribuna
Em nota, a Prefeitura de Santos informou os ventos chegaram a 82,2 km/h e, até o início da madrugada desta sexta-feira (2), houve três ocorrências de queda de árvores atendidas pela Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa), Bombeiros e Defesa Civil, com o apoio da CET-Santos e da CPFL. Confira quais:
Rua Frei Francisco Sampaio: ingazeiro de grande porte caiu sobre a rede secundária de energia e as equipes já liberaram a via. Os resíduos serão recolhidos até o final da tarde de sexta;
Avenida Washinton Luiz esquina com a Alexandre Herculano: um galho de grande porte se desprendeu. A CET isolou o local e a via foi liberada;
Rua Luiz Gama na confluência com a Rua 28 de Setembro: interdição para receber os serviços da Copaisa. A CET desviará o trânsito no local para a realização dos trabalhos.
Praia Grande
Em Praia Grande, foram registrados 23 mm de chuva pela Defesa Civil Estadual. Apesar do número ficar entre os maiores do estado, a prefeitura informou que não houve ocorrências graves.
Demais cidades
As prefeituras de Bertioga e Peruíbe informaram que não registram ocorrências causadas pelas chuvas. As demais administrações municipais da Baixada Santista não se manifestaram até a publicação desta reportagem.