Estado de SP investiga 2º caso suspeito de ebola; paciente é brasileira e está internada no Emílio Ribas

  • 10/06/2026
(Foto: Reprodução)
Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026 BADRU KATUMBA / AFP A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um novo caso suspeito de doença pelo vírus ebola na capital paulista. A notificação foi feita nesta quarta-feira (10), segundo informou a pasta. A paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. Ela desembarcou no Brasil no último dia 6 e passou a apresentar sintomas como febre e diarreia em 9 de junho. ➡️ Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ebola é uma doença rara, mas grave em humanos, que frequentemente leva à morte (leia mais sobre os sintomas e forma de transmissão abaixo). Inicialmente atendida em um hospital particular da capital, a mulher foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença. Ela permanece em leito de isolamento, com quadro estável, seguindo os protocolos de biossegurança. Entenda o Ebola em 7 pontos Segundo a Secretaria da Saúde, a investigação foi aberta porque a paciente se enquadra nos critérios para caso suspeito, considerando o histórico de viagem a uma região com transmissão da doença e os sintomas apresentados. O teste rápido para malária teve resultado negativo. Até o momento, não há confirmação laboratorial de ebola. As análises estão sendo realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz. Este é o segundo caso suspeito investigado pelo estado neste ano. No início de junho, a Secretaria da Saúde descartou a suspeita de ebola em um homem de 37 anos que também havia viajado à República Democrática do Congo. Exames identificaram a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. Após a primeira notificação, a pasta informou que intensificou as ações de vigilância epidemiológica. Nesta semana, mais de 1,1 mil profissionais de saúde participaram de um treinamento promovido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) sobre identificação, prevenção e resposta a casos suspeitos da doença. A secretaria também atualizou os protocolos de orientação para a rede de saúde. O órgão reforça que o vírus ebola não é transmitido pelo ar. A transmissão ocorre apenas por contato direto com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas após o início dos sintomas. Segundo o CVE, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul continua classificado como muito baixo. A transmissão da doença Alguns dos sintomas da ebola envolvem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, indica a secretaria. "O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença", diz a nota publicada pela pasta. Isso porque a transmissão do ebola se dá por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas portadoras da doença. O infectado só transmite o vírus na fase aguda, com apresentação de sintomas severos. Na última semana, a Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) atualizou uma nota com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus ebola, da cepa Bundibugyo. O documento aponta, entre outros fatores, a importância do isolamento nesse tipo de caso. Em São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), informa a Secretaria de Estado da Saúde. Em 2014, o ebola foi declarado uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, e a doença chegou até a capital paulista. No entanto, não foram registrados casos de transmissão autóctones (ou seja, nativas) do vírus na América do Sul. De acordo com a OMS, no surto atual de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, são 18 mortes confirmadas em 134 casos confirmados, com uma taxa de 13% de mortalidade. Esse número está bem abaixo da média histórica. Outras 223 mortes e 906 casos estão em investigação. Há 15 dias, a OMS declarou surto de ebola nos dois países.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/10/estado-de-sp-investiga-2o-caso-suspeito-de-ebola-paciente-e-brasileira-e-esta-internada-no-emilio-ribas.ghtml


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